sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Como eu perdi 35 euros

Esse foi um momento realmente triste. Eu inocentemente (para não dizer estupidamente) quando comprei a minha passagem Roma-Valência – eu não sei explicar bem o porquê –, eu tinha como certeza na minha cabeça que a minha mala de viagem seria apenas uma e que ela seria leve.

O motivo? Eu passei a achar que a minha mala seria tão leve que não pesaria mais do que 15 kg, eu não levei em consideração que eu levaria coisas para morar 3 meses na Europa. Eu me baseei em uma viagem que fiz para São Paulo, em que minha mala pesou aproximadamente 11 kg, mas eu não lembro o que estava levando, acredito apenas que ela não tinha muita coisa.

Nesse engano descomunal, eu botei na cabeça que a minha mala de Natal até Roma só pesaria 15 kg e que eu não iria precisar comprar nada na Itália, então estava tudo bem comprar uma mala de 15 kg para o vôo Roma-Valência.

Quando eu fui embarcar para Roma, após ter feito a mala (apenas uma) eu já tinha percebido que o peso tinha passado dos 20 kg, não tanto, mas com certeza tinha 20 kg. E quando eu fui despachar a bagagem, tcharam, 23 kg. E agora? O que eu faço?

No meu segundo dia na Itália eu já fui logo perguntando a mãe da família se ela sabia como eu podia fazer para aumentar a bagagem de 15 kg para 20 kg, pois os outros 3 kg eu poria na mochila que eu estava usando. Ela me disse que não sabia, mas que talvez uma das filhas soubesse.

História vai, história vem, dias se passaram e nada do meu problema ser resolvido. Não por desinteresse da família, mas porque a todas as pessoas que recorríamos ninguém sabia o que fazer.

Quando já estava faltando uns 4 dias para eu ir embora, a mãe disse que o melhor a fazer era ir em uma agência de viagens da cidade para ver o que poderia ser feito.

O pai da família foi comigo até a agência e ficou comigo durante todo o processo, a agenciadora foi bem simpática e prática ao resolver meu problema. Ela me mostrou que eu não podia aumentar o peso da mala, mas apenas acrescentar uma outra mala. E como eu não tinha outra opção disse que podia mudar.

A minha grande surpresa nesse processo é que o pagamento que eu havia feito de uma mala de 15 kg era considerado como se nunca tivesse existido, então eu tinha que pagar o valor de 2 malas de 15 kg como se não houvesse pago nada. Lá se vão 40 euros.

Depois do procedimento, eu lembrei da minha outra passagem aérea, Valência-Londres, a qual eu havia compro apenas uma mala de 20 kg (onde eu estava com a cabeça quando tive certeza de que compraria apenas 5 kg de roupa em Valência?), pedi para a agenciadora comprar outra mala. Como já sabia do processo da RyanAir, esperava que eu tivesse direito a comprar outra mala de 20 kg, no entanto, só pude comprar uma de 15 kg (20 kg + 15 kg). Triste história, não?

Ao final, eu paguei 85 euros à agência de viagem. 40 euros por cada mudança de mala e 5 euros pelo serviço (achei justo o preço cobrado pela agência, talvez barato). Já o preço cobrado pela companhia aérea... Um roubo, pois eu tinha pago por uma mala, bastava só descontar o que eu havia pagado e eu pagava o restante. Mas não. E lá se foram os 35 euros que eu tinha pagado anteriormente pela bagagem. Fazer o que? Simples, aprender com o erro e não chorar pelos euros perdidos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Um dia em Roma – Parte 3

Sendo assim, nós seguimos para o Coliseu e no caminho eu pude desfrutar de vários monumentos, construções arquitetônicas e resquícios do passado. Roma é um museu ao ar livre. É muito incrível toda a paisagem histórica distribuída por todas as direções. É para a pessoa ficar abobalhada de tão indescritível que é a visão da cidade.

Eu me senti dentro dos meus livros de história do tempo de escola. Sem dúvidas é uma viagem que eu irei repetir, pois não tem coisa mais especial do que ter as sensações que eu tive, ver tudo o que eu imaginei quando estudava na escola pessoalmente é imensurável.
Construção de Maximiliano


No caminho para o Coliseu, eu vi uma construção de Maximiliano – que é antiguíssima, mas foi tão bem feita e é tão bem conservada que parece ser uma construção recente –; pude ver ruínas do antigo império romano de César; ruínas de tribunais; é tanta história em um curto espaço de tempo que não tem como não se encantar – se a pessoa gostar tanto de história quanto eu, claro.

E no meio do trajeto, quando estávamos quase chegando ao Coliseu, o passado se mistura com o presente, e paramos para admirar um pouco de arte contemporânea, um artista de rua estava fazendo uma tela na calçada, enquanto as pessoas passavam por ele freneticamente e algumas – como nós – paravam para admirar o seu trabalho e esperar pelo que ia se transformar todos aqueles rabiscos de tinta.

Após um tempo esperando, a pintura fica pronta, todos aqueles instrumentos utilizados para fazer a arte são retirados da tela e o artista revela a sua grandiosidade e habilidade, era um lobo uivando para a lua. Eu fico impressionada, parabenizo o artista e sigo a minha rota.


Quando finalmente estamos chegando ao Coliseu, me deparo com dois homens vestidos de soldados romanos, tem lugar melhor para fazer esse tipo de apresentação do que na “entrada” desse monumento? Na minha humilde opinião, não tem, esse sem sombra de dúvida é o melhor tipo de recepção para aquele lugar.
Coliseu
E o Coliseu é...grandioso. Não tem como descrever. Secamente eu poderia descrevê-lo como uma ruína em forma circular de proporções gigantescas em que os romanos faziam espetáculos violentos. Mas eu, como admiradora de historicidade, prefiro dizer que não conseguia acreditar que eu realmente estava tendo aquele encontro.

Para mim, Egle, foi naquele momento em que eu tive certeza de que estive em Roma, que a minha obrigação como visitante da cidade havia se cumprido, o meu espírito podia se tranquilizar, eu podia voltar para casa e descansar um pouco.

Por fim, eu estava satisfeita com o meu dia, meu corpo podia parar de reclamar, pois eu já iria atendê-lo e a sensação de dever cumprido e sonho realizado estavam finalmente se concretizando. Inacreditável!

Confiram o vídeo com meus momentos em Roma:


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Um dia em Roma – Parte 2

Praça de Espanha
Depois de comer passeamos um pouco pela Praça de Espanha, eu entrei pela primeira vez na Sephora – só quem vai entender isso são as meninas – e fomos passear pelas ruas de Roma.


Entramos e saímos de vários lugares, eu nem sei dizer de quantos, eu não decorei as ruas e tampouco conseguia me situar mentalmente onde me encontrava, eu só deixava o pessoal me guiar.

Em um dado momento, enquanto passávamos pelas ruas de mão única e feitas apenas para pedestres (era o que parecia), chegamos a uma Gelateria muito recomendada pelo meu amigo brasileiro, mas eu não tinha fome e não conseguiria tomar um sorvete naquele frio (Desculpa, Júlio! Mas eu prometo que ainda tomaremos esse sorvete juntos!).
Em frente a Gelateria
Depois de uma longa das muitas caminhadas, nós chegamos ao Pantheon – a história em si do lugar eu não me lembro –, eu me recordo que no Brasil nós estudamos sobre ele nos livros de história – se eu não estou confundindo com outra coisa. Fizemos a visita por fora e por dentro (yes!). E, por dentro, o Pantheon é uma Basílica muito bonita, hoje em dia não se celebra mais missas, então parece uma igreja-museu.

Pantheon
Andamos mais um pouco e chegamos a uma cafeteria bem charmosa e lotada, todos os meus amigos foram disfrutar daquele café maravilhoso e eu fiquei chupando o dedo – eu não posso tomar café, o que se resume em uma judiação da minha pessoa. Em seguida, nós nos dirigimos a outra praça, que eu não recordo o nome, admiramos mais monumentos e trabalhos artísticos (eu adoro arquitetura e história).



Em seguida, nós visitamos uma igreja com um trabalho arquitetônico muito rico e umas obras de arte incríveis – acho que eram trabalhos de Caravaggio. Eu estava muito cansada e o frio estava piorando a minha situação de saúde, que já não estava tão boa (post sobre a minha saúde virá a posteriori).

Eu já estava pedindo arrego, mas tinha a sensação terrível de que estava perdendo algo. O pessoal me perguntou o que eu queria fazer, todos estavam cansados, eu dizia que queria ir para casa, mas com um aperto no coração – meu corpo gritava por um descanso, eu estava acabada de cansaço e de dor.


No entanto, eu tenho os melhores amigos do mundo e um deles estava obstinado a me mostrar o máximo que eu pudesse ver de Roma, afinal, não sabíamos quando eu iria poder voltar.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Um dia em Roma - Parte 1



Era domingo e nós acordamos cedo para pegar o trem das 9 ou 10 horas, a viagem até Roma demora um pouco e eu tirei um cochilo no trem – eu estava cansada do dia anterior.
Ao chegar a Roma pegamos o ônibus até o Vaticano e começamos o tour por lá. A Praça São Pedro é linda, com grandes construções, todas ricas em detalhes. É surreal estar lá. 

Tudo parece um pouco inacreditável. A pessoa fica repassando na mente todas as vezes que viu o Vaticano na televisão e fica calculando a veracidade das imagens que se recorda com as que vê pessoalmente. E o mais impressionante é que a sua cabeça concorda com o que viu na televisão, no entanto, em uma visão muito maior.

Na televisão tudo é pequeno e perto, na realidade, tudo é enorme, grandioso e longe. A Praça São Pedro tem uma entrada que ostenta todo o poder da Igreja Católica. Por fora, a Basílica de São Pedro é uma construção tão grandiosa que a pessoa fica impressionada – infelizmente eu não tive tempo de entrar. 






E a residência do Papa é tão longe que nem ao menos o vemos de verdade da sua janela, e, para que os fiéis o vejam ao redor da praça tem inúmeros televisores gigantes, os quais permitem as pessoas verem o Papa enquanto ele faz algum pronunciamento de sua janela.

Nós ainda cogitamos entrar na Basílica, mas a fila estava tão grande que desistimos, porque senão não haveria tempo para ver mais nada em Roma. Assim, seguimos para o Castelo de Sant’Angelo e o vimos por fora também – ô falta de tempo cruel –, é uma construção que deixa a pessoa sem palavras para descrever de tão grandioso.





Após a visita ao Castelo nós voltamos a Praça São Pedro, pois ao meio-dia o Papa iria fazer seu pronunciamento dominical. E, acredite, para mim – como católica que sou – foi o momento mais emocionante de todo o dia, o Papa Francisco é uma figura tão doce e parece querer acolher a todos sem qualquer tipo de preconceito, que se tornou uma pessoa a qual eu acredito.

 
No momento em que ele apareceu na janela todas as pessoas da praça – que estava lotada – aplaudiram. Foi um momento lindo!! Quando ele começou a falar todos se calaram e passaram a ouvi-lo atentamente, ele abençoou a todos, disse que todos eram bem-vindos e passou a ler o evangelho. Em seguida, rezou e fez um discurso muito bonito – eu só não me lembro do conteúdo, mas sei que era sobre os leprosos e a necessidade de cuidar dos doentes.


Ao terminar toda a mensagem que ele queria transmitir naquele dia, o Papa chamou duas crianças, as quais estavam representando as pessoas da caravana – que estava na Praça São Pedro – para transmitir uma mensagem para o mundo. Por fim, as crianças soltaram uma pomba cada e aquele momento tão significativo teve fim.

Eu não tenho palavras para descrever o quão importante essa parte do dia foi para mim, um momento único e emocionante, ao qual eu levarei para sempre no meu coração.

Sentimentalismos a parte, após a “apresentação” do Papa, nós fomos almoçar e adivinha qual o lugar elegido pelos meus amigos italianos? Mc Donalds. Esse foi o meu primeiro momento ‘junke food’ da viagem.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A minha primeira vez em um Pub Italiano

Às 21 horas Elisa me avisou que nós iríamos para um Pub em Latina, eu fiquei toda animada, eu estava super curiosa para saber como é sair na noite italiana. 

Na mesma hora em que eu recebi o aviso, eu corri para o quarto e comecei a me arrumar, eu já sabia qual roupa pôr – eu estava ansiosa para usá-la –, mas eu tinha que me agasalhar também, pois estava muito frio, acho que fazia uns 3º ou 5º.

E ao final de um tempo me arrumando e calculando a roupa com o agasalho e eis que eu fico pronta.
Nossa noite começa mais ou menos no horário brasileiro, umas 22:30 Elisa e eu estávamos prontas para sair e fomos até uma praça em Cisterna. Lá nós encontraríamos com um amigo dela, chamado Matheo, pois ele nos levaria para Latina.

Eu descobri que se você quiser uma noite agitada tem que ir a um Pub em Latina, pois lá se concentra a parte jovem da região e tem uma área na cidade que é cheia de pubs, os quais estão sempre lotados.

Uma coisa curiosa que eu achei é que como a cidade é “pequena” – ou tem um costume de horários –, as ruas dos Pubs ficavam aglomeradas de pessoas e estas (as pessoas) fechavam as ruas, simplesmente carros não passavam e os italianos sabiam disso, não precisava de qualquer tipo de alerta ou sinalização que impedisse a passagem dos carros, eles meramente não passavam por essas ruas.

Então, nós deixamos o carro em uma rua e fomos caminhando até uma das ruas mais agitadas e mais lotadas em busca de um bar que não estivesse lotado ou que tivesse uma mesa para mais de 10 pessoas.

Depois de passar muito frio e um pouquinho de chuva encontramos um bar – o qual eu não me recordo o nome – que poderia ter uma mesa vazia, caso esperássemos uma meia hora, talvez mais ou talvez menos, eu não lembro.

Após conseguirmos a nossa mesa, todos pedimos algo para beber, os italianos – pelo menos os que eu conheci – todos, sem exceção, eram pessoas muito boas e interessantes.

Eu conversei a noite toda, especialmente com as meninas, conversa vai, conversa vem, eu contei o que me passou em Roma Termini, na verdade, esse foi um dos primeiros assuntos da noite, pois eu fui questionada sobre ele. Após eu contar a história que vocês já conhecem (clique aqui), os italianos ficaram surpresos e assustados ao mesmo tempo.

Eu não entendi o motivo da surpresa e da preocupação, então tratei logo de perguntar qual era o problema. E eles me explicaram que eu sou a pessoa mais sortuda do mundo, que o meu episódio em Roma Termini foi incrível e que eu poderia agradecer a Deus todos os dias por só ter encontrado pessoas boas e que me ajudaram. Hahaha

Por Roma Termini ser uma central de trens para toda parte da Itália é muito fácil ser assaltado ou qualquer crime, talvez coisa pior, eles não quiseram me dar detalhes, acho que para não me assustar, eles foram bem polidos e se limitaram a me dizer que eu era uma pessoa sortuda.

E me deram um conselho: “tome cuidado e não faça isso de novo e se o fizer tome cuidado redobrado, facilmente poderiam ter roubado suas coisas”.

Finalizada a história da minha aventura em Roma Termini, tudo voltou a ficar leve e nós falamos de inúmeros assuntos, nem lembro tanto sobre o que, mas eu lembro que eu pude falar sobre todas as séries que eu assisto, kkkkk.

E, após uma noite bem divertida, fomos todos para casa, pois estávamos todos exaustos do dia que tivemos.
Beijos!


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Um passeio em Ninfa e Sermoneta

Esse foi o meu primeiro final de semana na Itália. O meu dia começou meio preguiçoso, por causa do frio, como normalmente acontecia. Mas as atividades na casa estavam a todo vapor, como sempre.

Quando Elisa chegou do trabalho me disse que hoje nós faríamos um passeio, eu concordei e depois ela me explicou que me levaria a Ninfa e a Sermoneta. Eu não tinha ideia do que eram, mas a visita, apesar de limitada, se mostrou uma das mais belas.

Pegamos a estrada umas 16 horas, talvez um pouco mais, primeiramente fomos até Ninfa, que é um castelo lindo e tem um lago encantador, me fez lembrar do filme infantil “A Princesa Encantada”, alguém lembra ?
Ninfa

Ninfa


No lago tinha muitos patos, a paisagem era incrível! Ninfa é uma propriedade privada, possui um jardim incrível, mas que só recebe visitações nas estações de verão, primavera e outono no primeiro domingo do mês, então como eu fui no inverno e no final do mês era impossível visitar.

Depois disso, eu fiz a promessa de que precisava voltar à Itália para conhecer Ninfa melhor, aquele castelo e o lago me deixaram encantada. E a minha curiosidade em relação a beleza do jardim é enorme!

Ninfa é um lugar encantador mesmo visto de longe, carregado com um contexto histórico e cultural tão forte que deixa a pessoa cheia de curiosidade. A visita ao jardim deve ser incrível. Eu quero voltar a Itália e fazê-la.

Em seguida, nós pegamos a estrada novamente e fomos até Sermoneta, que é uma cidadezinha no alto de uma montanha próxima a Ninfa, que tem um castelo, normalmente aberto para visitas.
A cidade de Sermoneta é um lugarzinho a parte, parece uma daquelas cidades saídas de um filme histórico, com suas ruas apertadas de mão única e subidas intermináveis, que no frio são muito piores.



Rua Iluminada em Sermoneta

Mais uma na rua iluminada



Como a viagem começou tarde, nós chegamos ao Jardim de Ninfa com o sol quase se pondo e o caminho para Sermoneta estava iluminado pelos últimos raios de sol, foi uma experiência de uma beleza incalculável.

E, por chegarmos à noite em Sermoneta, a fotos não saíram boas, tampouco as gravações que eu fiz. Mas o que vem a seguir é uma pequena demonstração de quão mágico pode ser esse passeio.


Aproveitem!


Beijos!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Um dia familiar

O meu terceiro dia na Itália começou bem preguiçoso, eu fui tomar café da manhã de pijamas, fiquei um tempo a mais na sala com a nonna e quando era mais ou menos umas 11 horas, a mãe chegou em casa e me perguntou se eu queria sair com ela, eu disse que sim e rapidamente fui para o quarto me arrumar.


Saímos de casa e primeiramente fomos a padaria em Cori, depois fomos para Cisterna, eu aproveitei e comprei a minha bota, pegamos Sofia na escola e, em seguida, a deixamos com Elisa, pois íamos pegar Cristina na escola e ia demorar um pouquinho.
Escola de Sofia 
Escola de Cristina


Chegamos em casa a tempo de almoçar e nos deliciar com todos os pratos que a nonna fez com tanto carinho para todos.

Depois do almoço eu fiquei na sala para usar um pouquinho o computador e conversar com Sofia, pois já que a pequena estava lá, nada melhor do que ter uma criança do lado.

Mas eu não aguentei muito tempo, estava muito frio, eu estava muito cansada e a lareira estava bem convidativa – eu sempre sentava no sofá que ficava mais perto da lareira –, logo, eu perguntei para a nonna se podia tirar um cochilo ali mesmo, como ela disse que sim, eu me aconcheguei mais e dormi.



Não lembro de que horas acordei, só lembro de que quando acordei eu estava coberta com uma manta que a nonna tinha posto em mim e Sofia foi me perguntar se eu queria sorvete, haha.

Depois do jantar eu saí com Elisa, nós fomos visitar uma amiga dela, chamada Alcina, e nessa visita eu conheci também outra amiga das meninas, Valentina. Passamos um tempo lá e depois saímos para um bar chamado Da Vinci, que, para mim, é uma cafeteria em que você pode consumir álcool, mas nada demais. É um ambiente bem agradável e convidativo para sair e conversar com os amigos.

No final, voltamos para casa não muito tarde, talvez meia-noite, podia ser mais, não sei, não lembro. Eu estava cansada e com muito frio, o meu maior desejo era um banho quente e a minha cama.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Uma tarde em Roma

Esse foi o meu segundo dia na Itália, eu acordei um pouco mais tarde, pois ainda estava muito cansada da viagem internacional.

Ao final da manhã eu fui com a mãe pegar uma das sobrinhas – chamada Sofia – na escola e voltei para casa. No horário do almoço – às 13:30, mais ou menos –, Sofia que a essa altura já estava minha amiga, pediu para sentar ao meu lado na mesa e eu dei comida a ela enquanto almoçava – momento brincando de boneca, haha.

Após o almoço eu fui avisada pela mãe de que Cristina estava em Roma para uma aula de campo e eu poderia encontrá-la, pois a aula já havia acabado. Então, rapidamente, eu fui até o quarto, peguei as minhas coisas e já estava esperando Elisa me levar a estação de trem de Cisterna.

Na estação de trem, o ticket certo para se comprar é o do binário que lhe permite pegar tanto o trem de ida como o de volta a Roma, além de todos os transportes públicos por um dia, sem pagar nada a mais por isso, que inclui tanto o metrô como o ônibus.

Elisa esteve todo o tempo comigo para ter certeza de que eu sairia bem da estação e que eu não pegaria o trem errado. Até porque eu não tenho número telefônico italiano, logo, quando eu ia sair de casa tudo era precisamente calculado.

Em Roma, eu desci na estação de Roma Termini, encontrei com Cristina e sua amiga Valentina e nós seguimos até a Piazza del Popolo. Lá eu pude desfrutar de alguns lugares que sempre passam nos filmes. Eu fiquei encantada, mas ainda melhor é a vista panorâmica que a pessoa tem da praça quando sobe – uma bela de uma subida, diga-se de passagem – até o Picio.

Vista do Pincio

Entrada da Piazza del Popolo

Fonte da Piazza del Popolo

Museu Leonardo da Vinci

Fonte na Piazza del Popolo




Depois de eu apreciar a visão por algum tempo, nós voltamos para a Piazza del Popolo (Praça do Povo) e esperamos um outro amigo de Cristina chegar, chamado Flávio, para dar uma volta pela cidade.

O horário de ir embora se aproximou, pegamos o metrô de volta para Roma Termini e, por fim, o trem de volta para casa. E acabou o meu dia em Roma.

Para quem quiser sentir um pouco da visita nesse dia, segue um pequeno vídeo com um pouco da Piazza del Popolo.



Beijos e até a próxima história!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Meu primeiro dia na Itália

Meu dia começou bem cedo às 7:30 da manhã, pois eu havia perguntado na noite anterior os horários da família. Eles haviam me dito que eu podia acordar na hora em que quisesse, mas eu não conhecia a rotina da família, então achei melhor acordar cedo, caso conseguisse.

Após o café da manhã, conversei um pouco com a minha família no Brasil e com a avó da família italiana, que é uma pessoa muito doce e sempre muito preocupada com o meu bem estar.

No meio da manhã, mais ou menos às 11 horas eu saí com a mãe da família para comprar pão. A padaria de lá não é parecida com a do Brasil, tem características singulares, era pequena, cheirava a pão fresco e era bem aquecida. E o pão que eu provei era delicioso, eles chamam de pizza – era um pão com molho de tomate.

É importante ressaltar que a pizza italiana em nada se parece com a brasileira. De muitas maneiras.

Em seguida, eu fui conhecer duas menininhas muito fofas, que são sobrinhas da mãe da família. As meninas parecem duas bonecas, eu fiquei encantada.

À tarde eu fui com a mãe até outra cidade – não sei qual e tampouco sei a distância que havíamos percorrido – para uma rede de televisão italiana chamada ‘Lazio Tv’, pois ela ia dar uma entrevista sobre o seu sucesso como empresária no ramo de móveis. A entrevista foi muito boa e interessante, mas infelizmente ela não passou na televisão antes que eu saísse da Itália.


Entrevista para a TV


Depois nós voltamos para Cisterna e visitamos Elisa, minha amiga e uma das filhas da família, no trabalho. Vale salientar que durante toda a viagem de volta eu dormi, pois estava muito cansada.

Quando chegamos a casa, Cristina – outra filha da família – ia até Cisterna e me convidou para ir até uma cafeteria com ela, eu aceitei e voltei à cidade.

Cristina
Na cafeteria, eu pedi um chocolate quente da Lindt, pois lá tinha um cardápio só para chocolate quente e todos eram da Lindt. E Cristina pediu um chá, o qual foi servido em um bule individual. A maneira com a qual é servido o chá é muito particular, há um bule pequeno onde se põe o sachê de chá e quando está pronto o servimos na xícara.



Após uma deliciosa bebida quente, Cristina me apresentou a rua principal da cidade, a qual possui as lojas mais interessantes e, por fim, demos um pequeno passeio pelo centro.

Logo em seguida, voltamos para casa, pois já estava quase na hora do jantar. Na Itália, o jantar era servido às 20 horas, aproximadamente – pelo menos na casa em que eu estava.

Uma coisa interessante na Itália é que a rua principal – como conhecemos no Brasil – se chama ‘Corso’ e toda cidade na Itália tem uma rua chamada assim. Em Roma, há mais de uma rua chamada ‘Corso’, no entanto, elas são chamadas assim de maneiras diferentes, como por exemplo, ‘Corso dela Republica’ e ‘Via del Corso’.


Até o próximo dia!