sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Viagem a Santiago do Chile (parte 2)



Oi pessoal, aqui fala Raylane, como estão? Pois é, depois de um tempo volto com as dicas sobre Santiago do Chile. Vou tentar ser sucinta, mas foram muitas atividades, então não vou afirmar – hahahaha. Como é muita coisa, resolvi dividir pelos dias. Então vamos lá!


1º dia

O primeiro dia foi o mais exaustivo e, possivelmente, o mais atarefado. Chegamos em Santiago por volta de 12h30 (aqui no Brasil seria 13h30). Já havíamos combinado com uma empresa para nos levar do aeroporto até o local que alugamos.


 A Epicentrosur foi uma ótima escolha. O pessoal é bem prestativo e simpático. Desde o que nos atendeu a primeira vez (Alejandro Molina) até o motorista da van (Marcelo). Falei com Alejandro por whatsapp e combinamos tudo via e-mail. Abaixo vou deixar os contatos da empresa caso alguém tenha interesse. 


Pagamos CL$ 8.000,00 (oito mil pesos chilenos) cada pelo traslado (também fomos com a empresa para a Cordilheira dos Andes). Ficamos um pouco apreensivas para pegar a van, já que não tinha outros clientes, mas foi super tranquilo. Marcelo conversou conosco num portunhol bem compreensível e nos mostrou um pouco da cidade enquanto estávamos indo para o apartamento.  


DICA: Sempre tem empresas de traslado no aeroporto, então não tem perigo de ficar sem ter como ir para o hotel. Mas não sei o valor que eles cobram, pois, como já estavam nos esperando e eu não imaginava fazer posts para o blog, não lembrei de perguntar.  

Chegamos ao prédio e o apartamento ainda não estava pronto. Esperamos um pouco e logo chegou o senhor Luiz Martínez - falei dele no post "Viagem a Santiago do Chile (parte 1)". Como eu já contei, pagamos o aluguel adiantado (em reais) e ele nos deu um mapa da região central da cidade. 
 

Após acertar o aluguel e receber a senha do wi-fi (sim, essa foi uma das primeiras coisas que perguntamos, até ali não havíamos avisado a ninguém que chegamos sãs e salvas) fomos para a Rua Augustinas. Sabíamos que lá é a melhor para trocar dinheiro, pois pesquisamos tudo antes. Na rua tem várias casas de câmbio para você escolher a melhor cotação. Também tem casas de câmbio na Calle Moneda, mas na Augustinas tem mais. Trocamos uma parte do dinheiro e ficamos sem mapa (pois é, deixei o mapa na Casa e só percebi depois que voltamos pra casa). Não tivemos dificuldade em achar a rua, pois o prédio que escolhemos ficava apenas a alguns quarteirões.


Depois de trocarmos o dinheiro (não sei se já mencionei, mas andávamos com aquelas bolsas que você coloca por dentro da calça) fomos ao supermercado. Esse não foi tão fácil de achar, já que eu perdi o mapa. Luiz havia nos explicado como encontrar, mas nos perdemos. Perguntamos a umas três pessoas, andamos uns 20 minutos e na volta pra casa percebemos que ele ficava a apenas cinco minutos de onde nos hospedamos. Os preços do supermercado são bem ok. Nem muito caro, nem muito barato, achei parecidos com os do Brasil.


À noite fomos ao Costanera Center conhecer as lojas (o shopping é enorme, seis andares se não me engano), não compramos nada, as lojas são meio caras, até as de departamento. Mas fomos com intenção de ir ao Hard Rock, que fica numa das entradas do shopping, e foi uma das melhores noites. O atendimento é ótimo, os garçons são gente fina (e lindos, o que era aquilo, hein?). A música, nem se fala. O ambiente é todo decorado, cheio de roupas dos famosos, instrumentos musicais, ainda tem o jogo de luzes, enfim, encantador mesmo. A única parte ruim foi esperar pra sentar. Estava bastante cheio. Depois de uns 30 minutos um dos garçons perguntou se queríamos ficar na parte do balcão até esvaziar alguma das mesas, mas gostamos tanto do lugar que ficamos por lá mesmo. Como já havíamos olhado o cardápio no Facebook, resolvemos comprar uma Piña Colada que vinha num copo enorme (vejam nas fotos) e, o melhor de tudo, você levava um copo- igual ao do seu drink- pra casa. É carinho, CL$ 8.990,00, mas garanto que vale a pena. Nesse dia só tomamos um drink mesmo, havíamos jantado em casa.

Bom, é isso. Se tiverem alguma pergunta, não hesitem! E lembrem-se, há o costume de deixar 10% de comanda para os garçons (não só no Hard Rock, mas em toda a cidade) e eles chamam de “propina”. Abaixo deixo umas fotos. Espero que as informações ajudem aos que pretendem conhecer a cidade. Boa viagem!




DICA: Na lojinha de conveniência tem muita coisa bacana, mas os preços são bem salgados, então vá preparado!  Fernanda ainda levou dois chaveiros (ou foram broches?) na último dia.





Contato Epicentrosur:

Na parte inferior do site vocês encontram: e-mail, telefone e whatsapp.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Por que não tem horário de verão no Nordeste do Brasil?

Essa foi uma pergunta que eu sempre me fiz, pois eu me lembro que quando era criança uma vez ao ano nós tínhamos que adiantar o relógio por uma hora e passávamos cerca de 3 ou 4 meses com esse horário doido.

Eu odiava essa mudança e quando anunciaram que não ia mais precisar eu comemorei, afinal, os meus programas favoritos iriam passar uma hora mais cedo e eu poderia assistí-los.

Sabendo que o horário de verão brasileiro irá começar nesse próximo domingo, eu fiquei imaginando como seria ótimo se o Nordeste ainda o tivesse, pois as horas de diferença entre mim e minha família iriam ser diminuídas gradualmente, tendo em vista que em breve o horário de verão europeu também acabará.

Mas o motivo desse post é explicar esse mistério, eu fiz algumas pesquisas, inclusive no site do Ministério de Minas e Energia. E a razão é muito simples.

Google Images
Tudo se resume ao fato de estarmos próximos a linha do Equador. Isso significa que os dias e as noites tem praticamente a mesma duração, ou seja, o tempo com sol e sem ele é equilibrado, sendo de aproximadamente 12 horas cada. Logo, uma intervenção no relógio não resolve muita coisa.

Google Images
Enquanto que as outras regiões do país que são mais próximas dos Trópicos, como as regiões Sul e Sudeste, tem um dia mais longo, consequentemente uma mudança no horário os fará economizar energia, pois o horário em que as pessoas estarão realizando suas tarefas coincidirá com o horário ensolarado.

Site do Ministério de Minas e Energia

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Algumas linhas sobre ilustração



Olá, pessoal. Meu nome é Chateaubriand Almeida e eu sou ilustrador, estou aqui a convite do “Segredos de Diário” para falar um pouco sobre a carreira de um profissional que trabalha com a criação de desenhos para alguns meios midiáticos. 

Eu costumo dizer que desenho é um tipo de habilidade usada em algumas profissões, sendo assim, arquitetos, engenheiros, designers, estilistas e outros, fazem uso desse tão milenar artifício. No entanto, vamos discorrer aqui sobre o que é de fato um ilustrador. 

De maneira burocrática, um ilustrador não é um prestador de serviços, tal qual uma série de outras profissões, mas ele na verdade é um autor, alguém com a sensibilidade de criar obras imagéticas a partir de sua própria percepção de mundo, gerando assim um produto de valor intelectual agregado. 
Mesmo executando projetos em conjunto com outros artistas ou profissionais, o ilustrador ainda assim receberá o mérito por sua autoria. 

O mercado de ilustrações é bastante vasto (isso não quer dizer que não seja extremamente competitivo), e ele carrega em si o complemento de ser consideravelmente diversificado, sendo assim, existem ilustradores que trabalham para o mercado editorial, para a publicidade, moda, pesquisas científicas, estúdios de design, indústria fonográfica, animação, quadrinhos, entre outros. 

Além das muitas áreas a se abordar, os ilustradores também variam muito em estilo, técnica e acima de tudo, temática de seus projetos. Existem desde os que trabalham com recursos mais tradicionais e manuais (como aquarela, pastel, guache...), até os que se amparam por suportes digitais fazendo uso de softwares específicos para pintura, desenho e até modelagem digital. 

O estilo também é algo extremamente importante a se ressaltar, é a identidade do autor. Um ilustrador pode até não ter uma face, ser um anônimo, alguém não identificável fisicamente, mas jamais poderá existir sem que possua um estilo. A maneira como traduz linhas, texturas, cores e temáticas trazem a ele um conjunto de particularidades tornando-o um profissional ímpar. 

Costumo dizer que ilustradores são, na verdade, a resposta de uma visão muito particular do mundo ao nosso redor, são pequenos aspiradores de pó que juntam e resumem a vida dentro de si e depois de alguns instantes ejetam alguma coisa compacta e completamente nova aos olhos de espectadores. 

É bem verdade que ainda estou engatinhando nesse ramo e sei que existe muito chão a ser percorrido. Durante os tempos que se seguirem, muito ainda será preciso testar e aprender e muito mais será dito acerca de processos, experiências e do próprio prazer do trabalho. Mas uma coisa acredito será imutável, os ilustradores sempre trabalharão para mostrar ao mundo o melhor que seus espíritos puderem expressar através de suas linhas, cores e sentimentos. 


Algumas ilustrações:







Portifólio:

domingo, 12 de outubro de 2014

Sendo a única mulher da casa

Pela primeira vez na minha vida eu sou a única mulher na casa e quem diria que esse detalhe tão insignificante faria tanta diferença. Pois eu vou contar para vocês que faz sim.


Há pouco mais de uma semana algo estava me incomodando, eu não sabia o que era, após alguns episódios de Sex and the City e reflexões, eu cheguei a conclusão de que o que faltava na minha vida agora era a convivência feminina diária.

O fato é que na minha casa somos três mulheres e um homem, nas casas dos meus parentes e amigos mais próximos a predominância é sempre do sexo feminino. Até quando eu fiz intercâmbio da outra vez eu morei em casas com predominância de mulheres ou com unanimidade feminina.

Uma casa predominantemente habitada por mulheres para mim é a coisa mais normal do mundo (habitada apenas por homens também é normal, ok?), mas eu não tinha percebido o quão importante isso é para mim até eu me tornar a única mulher da casa.

Após quase 2 semanas dividindo apartamento com 2 homens eu comecei a sentir falta da convivência diária com outra mulher, nem que seja para olhar de lado e sentir que aquela pessoa é similar a mim não só fisicamente mas mentalmente também.

Eu sinto falta de conversa de meninas, de mulheres, de falar de banalidades femininas, de trivialidades da casa - que só mulher entende. Eu não tinha imaginado como seria difícil ser a única mulher numa casa.

Tem coisa mais relaxante e libertadora do que sentar no sofá, olhar para a amiga e começar a falar de qualquer assunto, desde as unhas e os esmaltes até o cara que está afligindo o seu coração e adentrar em assuntos de psicologia só para tentar entender as atitudes dos outros? 

Bom, isso para uma mulher é trivialidade, às vezes não é nada importante, serve apenas para nos sentir mais femininas. O fato de poder falar com uma igual abertamente sobre qualquer assunto e ter a certeza de que será compreendida da maneira que se espera, e ainda com o drinque favorito fazendo parte da decoração é algo que não se pode fazer com o amigo homem - e eu sei que os amigos homens agradecem por isso.

Beijos, pessoal!

E bom domingo!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Uma tarde em Leimen

Oi, pessoal!

Para quem não sabe eu estou vivendo em Leimen, na província de Baden-Wuttemberg na Alemanha. É uma cidade pequena, mas muito bem equipada. É incrível como tudo aqui é perto, o transporte público funciona muito bem e é extremamente útil.

Eu resolvi mostrar um pouquinho da cidade para vocês, por isso tirei várias fotos da arquitetura e de outras coisas que eu considerei bonitas.

Eu perambulei um pouco na cidade, vi a estrada que leva para Heidelberg no bondinho. Aproveitei e também tirei foto do bonde.



Eu adorei a arquitetura dessa casa; É muito linda e meio surreal também. Não vou mentir que essa torre me lembrou um pouco Harry Potter.


Aqui também tem baile para a terceira idade. Isso me lembra o popular "Forró dos Velhos" de Jardim do Seridó. O convite era para 6 de outubro às 14:30.


Eu acho plaquinhas muito charmosas e eu queria tirar a foto da plaquinha indicando o caminho para Heidelberg. As plaquinhas parecem com as de Harry Potter também, hehe.


Aqui eles valorizam muito os jardins, então você pode ir passeando pela rua e se deparar com algo assim, um terreno bem grande, uma casa no centro e um jardim esplendoroso para adornar.


Eu amo jardins! Por isso tirei fotos de mais de um ângulo.


Essa é uma praça perto da minha casa. Quando faz sol as crianças vão brincar nela, sempre com a vigia atenta dos pais.


Beijos!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Conhecendo o laboratório de um Químico

Oi, pessoal!

Nesse dia eu fui resolver algumas coisas em Heidelberg, aproveitei para visitar o meu amigo Marcel na Universidade, conhecer o laboratório dele e um pedacinho da Universidade de Heidelberg, que se espalha pela cidade.


Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=cxXUyeZQ5CQ

Espero que tenham gostado do curto passeio, desculpem-me por balançar tanto, eu estou me reacostumando a gravar.

Beijos e até a próxima!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Abertura do Festival de Outono de Heidelberg

Em Heidelberg tudo é motivo para fazer festa - ô Alemanha festeira -, então com a chegada do outono os alemães resolveram fazer um Festival de Outono no último sábado de Setembro.

Havia muitas pessoas nas ruas, era difícil até de andar sem esbarrar nas pessoas, a rua principal da cidade estava apinhada de gente e todos estavam lá para festejar.


É possível ver o Castelo de Heidelberg de um ponto de uma das praças. É bem longe, então tentei aproximar a imagem o máximo que pude sem disfocar.


Em vários pontos da rua haviam entradas para outras ruas em que aconteciam shows de diversos ritmos - menos eletrônico ou Pop - ou para praças onde podíamos comprar comida.


Ao longo da rua também haviam barracas de comida, bebida, artesanato, roupas, entre muitos outros bens de serviço.

A foto abaixo é de um show de reggae. A parte mais curiosa, para mim, é que o cantor era um alemão com trancinhas enormes até a cintura na cabeça cantando Bob Marley, entre outros sucessos do reggae.

Essa foi a única banda que me agradou um pouco, eles tocavam músicas mais animadas e um pouco de rock, acho que Beatles também.


Depois fomos embora e já estava o suficiente por uma noite.

Festivais na Alemanha são parecidos com festa de interior no Brasil, no entanto a organização é incrível - eu esqueci de tirar foto do ponto do corpo de bombeiros, da polícia e dos paramédicos.

É isso pessoal!

Até a próxima!

Beijos!